Teste do Iphone 3G S
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O novo celular da Apple é dito por ela como duas vezes mais rápido que seu antecessor, traz uma câmera de maior qualidade com suporte a vídeo, controle por voz e uma série de outras novidades providas pelo iPhone OS 3.0, muitas também disponíveis para antigos usuários.
Tela
Com revestimento oleofóbico, a tela do iPhone 3G S é de fato bem mais fácil de se limpar em comparação à dos seus modelos anteriores e também à dos iPods touch. Mantê-la limpa e sem manchas grotescas de gordura requer apenas o uso de um pano macio e sem fibras por uma única vez, já que essa novidade a deixou muito mais resistente à gordura normalmente presente nas mãos e no rosto durante ligações. Para aqueles que não gostam de cobrir seus aparelhos com películas protetoras (como eu), é uma novidade a ser apreciada.
Em comparação à do modelo anterior, o display também trouxe outra mudança curiosa: os seus tons de cor são mais nítidos e um pouco mais quentes. Isso é um diferença de calibragem, controlada via software, e se os motivos forem o mesmos do modelo anterior, a mudança foi feita para tentar produzir imagens mais nítidas e pretos mais profundos, o que aumenta a definição de imagem gerada pela tela, conforme constatamos durante os nossos testes.
Desempenho
Nesse ponto, a superioridade do iPhone 3G S em relação aos modelos anteriores é clara, graças à sua nova CPU de 600MHz com 256MB de memória. Em meus testes, qualquer aplicativo se mostrou mais rápido em relação ao iPhone 3G, dispensando o uso de um cronômetro ou algo do tipo para registrarmos as nossas impressões. Mesmo nos recursos básicos providos pela plataforma móvel da Apple, pude encontrar melhor resposta e desempenho, como abrir qualquer aplicativo, lidar com mensagens popup, mudar de modo retrato para paisagem em situações suportadas e (principalmente) digitar no teclado, algo que ficou muito mais suave e preciso.
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Quando a coisa se volta para aplicativos de terceiros, trabalhar com o iPhone é diferente do que com o Mac OS X, onde nós, desenvolvedores, ultimamente temos recorrido à ajuda de técnicas de programação para multi-core. A fim de aproveitar melhor as suas capacidades de distribuir processos, softwares para iPhone possuem um ganho de desempenho automático com o 3G S, o que é de longe uma ótima notícia.
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Quanto a gráficos, é possível notar a maior eficiência do seu hardware simplesmente ao reparar na forma como as animações são cuidadosamente geradas a um deslizar dos seus dedos pela tela inicial. Transições entre views e animações nos aplicativos estão mais suaves, mais leves, algo que não era acostumado a visualizar no iPhone 3G, mesmo com pouco consumo de memória.
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Em aplicativos que utilizam poder gráfico ainda maior (como jogos), é ainda mais fácil perceber o quanto a Apple trabalhou para melhorar sua performance. No entanto, a real demonstração de desempenho gráfico do novo aparelho apenas poderá ser feita quando surgirem na App Store jogos tirando vantagem da especificação OpenGL ES 2.0, que permite trabalhar de forma mais fácil com composições mais complexas, além de ser 100% acelerada por um novo chipset de tecnologia PowerVR, da Imagination Technologies.
Para aqueles que adoram navegar na internet on-the-go, usar o Mobile Safari no iPhone 3G S é uma demonstração de satisfação a parte. A versão 3.0, que já herda o enorme desempenho do Safari 4 no desktop, mostrou-se ainda mais rápida em meus testes com o Gmail e outros web apps de exemplo que tiram vantagem de HTML 5 e CSS 3, que foram as grandes adições ao motor WebKit no último ano.
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Para fins referenciais, até rodei o SunSpider Benchmark comparando com o resultado de um iPhone 3G atual. Por meio do teste, foi possível ver o quanto a ganho de performance teórico foi obtido, graças ao melhor hardware:

Câmera
Com 3 megapixels de resolução, a câmera do iPhone 3G S conta com foco automático e macro, e se mostrou muito boa para fotografar alguns objetos aqui no escritório em diversas condições diferentes.
Para um celular, ela lida com iluminação relativamente bem:
O foco pode ser ajustado com um toque na tela sobre o objeto que quiser, caso ela não o faça automaticamente para você. Para não ficarmos apenas nos relatos, abaixo estão algumas comparações de fotos tiradas entre um iPhone 3G S (à direita) e um iPhone 3G (à esquerda):
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O único ponto adverso que tive com a câmera foi em situações de macro, onde as imagens ficaram um pouco distorcidas:
Gravação de vídeos
Vídeos no iPhone 3G S são gravados a 640×480 pixels e também contam com foco automático. No próprio aplicativo em que você tira fotos, você pode gravar vídeos mudando um pequenoswitch no mesmo. Apenas estranhei o fato de haver um rápido congelamento ao mudar para a gravação de vídeos:
A partir daí, tudo se resume a gravar o vídeo pressionando o botão do meio da barra de opções da câmera:
Uma vez gravado, o vídeo fica armazenado no Rolo de Câmera do aparelho:
É possível visualizá-lo em modo retrato ou paisagem, assim como qualquer foto:
E as opções de corte são as mesmas do QuickTime X no Mac OS X Snow Leopard:
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Quando você finaliza a edição, pode enviar o seu vídeo online de algumas formas, incluído para o YouTube e para a MobileMe Gallery:
Falamos de tudo que norteia os recursos de gravação de vídeos, mas nada melhor que conferir uma gravação de verdade, não é mesmo?
Mapas com bússola
A bússola digital foi implantada no iPhone 3G S com a adição de um novo aplicativo, chamado Bússola (Compass). Com ele, você pode obter a sua posição em latitude e longitude, bem como sua direção em graus:
Com um toque no “i” situado na parte inferior, você pode configurar se o aparelho apontará para o norte magnético ou para o norte geográfico:
E dali mesmo, você pode ir para o Google Maps, e conferir sua localização em conjunto com sua direção dada pela bússola. É importante lembrar que esse mesmo controle está disponível para desenvolvedores via novas APIs para o SDK.
Confira um vídeo:
Voice Control
Disponível ao segurar o botão Home do aparelho por três segundos, o Controle de Voz (Voice Control) do iPhone 3G S é ótimo para acessar a sua lista de contatos e suas músicas no iPod com um monte de funções interessantes, como tocar músicas e até discar um número fora da sua agenda. Ao falar um comando, o iPhone o repete com voz própria para uma confirmação, e assim os executa.
A melhor parte é que ele é compatível com o português do Brasil, e assim pode ser usado para ditar comandos no nosso idioma local, funcionando muito bem na maioria dos casos. No entanto, o recurso demonstrou sinais de fraqueza: ele não se dá muito bem em ambientes com certo ruído e em certos casos tivemos de falar bem pausadamente para ele não entender. Além disso, não detecta variações de outros idiomas, de forma que ele só entende “MacMagazine” com precisão falando na nossa fonética.
Vídeo-demonstrativo, é claro:
Opções de Acessibilidade
Nesse ponto, pode parecer bajulação, mas não tenho nenhuma reclamação. A Apple construiu o gadget mais acessível a pessoas com necessidades especiais que tive a chance de usar. A grande mágica está na nova opção do aplicativo Ajustes, onde estão as principais novidades, que juntas do que a Apple já implantou anteriormente (como suporte a legendas para filmes), fazem do iPhone um aparelho muito flexível.
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No modelo 3G S, a maioria das novidades em acessibilidade estão ligadas a portadores de problemas de visão. O mesmo núcleo do VoiceOver do Mac OS X foi portado e adaptado para o aparelho através de gestos, numa forma pioneira. Com o recurso ativo, uma pessoa cega precisa apenas tocar sobre um objeto que deseja obter informações sobre o que se trata e a partir daí usar gestos alternativos aos padrões para controlar o iPhone (duplo-toque para toque normal, por exemplo). Com 21 idiomas suportados, tenho certeza de que muita gente sentirá prazer tirar proveito de algo assim.
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Além disso, o aparelho traz outras novidades para pessoas com defeitos oculares, como mudar o esquema de cores da tela para branco sobre preto em função do maior contraste e um sistema de ampliação que, quando ativo, utiliza gestos de duplo-toque e arrastar com três dedos — mas, infelizmente, não pode ser usado em conjunto com VoiceOver, por ser incompatível com as alterações que ele faz. Para portadores de problemas auditivos, sintetizar áudio em canal mono também foi uma grande adição.
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Com isso, fechamos nossa resenha sobre as grandes mudanças do iPhone 3G S. Para os que já conhecem e usam o iPhone 3G, o aparelho é realmente muito legal, sólido e atraente pela velocidade, qualidade gráfica e pelos poucos, mas muito bem-vindos recursos em hardware (e software, norteando alguns pontos).
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Para quem nunca adquiriu um iPhone e está pensando nessa possibilidade, aguardar até agosto talvez seja uma garantia de levar pra casa um celular que a Apple finalmente acertou em produzir mirando praticamente qualquer usuário, até aqueles com as maiores necessidades especiais.
Fonte: MacMagazine



































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