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Archive for February, 2011

Posted by giordano on February 24, 2011

Mac OS X Lion: screenshots de aplicativos e novas tecnologias.

Sim, já tem gente com o Lion em seus Macs. E, mesmo havendo restrições de divulgação de dados, agora podemos esperar para ver muita coisa sobre o novo sistema operacional desktop da Apple, que traz um visual refinado e simplificado para as janelas e controles da interface. Ao que tudo indica, os controles líquidos (Aqua) sumiram e assumiram um tom fosco, conforme mostra o novo Finder, por exemplo:

Mac OS X Lion

Repare como o visual lembra a última atualização do iTunes: a Apple reduziu o volume de cores usadas, provavelmente para tornar os aplicativos mais consistentes, de forma similar ao iOS. Além dos controles, as barras de rolagem antigas também sumiram e agora são totalmente geradas em overlay (quando preciso) com animações bem leves.

Note ainda que a janela acima não possui um controle para ativar o modo tela cheia, como a do Mail e do Pré-Visualização (Preview), exibidas abaixo. Nem todos os aplicativos precisarão operar lembrando os do iPad, pelo visto.

Mac OS X Lion

Mac OS X Lion

Outros exemplos são o iCal e a Agenda (Address Book), que foram definitivamente “iPadronizados”:

Mac OS X Lion

Mac OS X Lion

A Apple parece também ter reduzido a inconsistência entre preto e cinza usada na interface. O Quick Look reflete isso com clareza:

Mac OS X Lion

As Preferências do Sistema agora possuem uma área centralizada para cadastro de contas:

Mac OS X Lion

O TextEdit ganhou roupa nova com o Lion:

Mac OS X Lion

Alternância rápida entre apps e pastas deixam as marcas do iOS no novo felino da Apple:

Mac OS X Lion

E, por fim, o Spotlight mostra mais detalhes dos arquivos, com buscas mais precisas:

Além das screenshots, o AppleInsider obteve alguns detalhes técnicos interessantes. O Safari, por exemplo, ainda está na atual versão, mas agora é um navegador multiprocessos similar ao Chrome com suporte ao modo tela cheia. Contudo, a empresa descontinuou a sua extensibilidade por meio de plugins escritos usando APIs do sistema, de forma que seus desenvolvedores precisarão migrá-los para o padrão NPAPI, usado no Flash Player, por exemplo.

Outra novidade é a tecnologia File Coordination, que atuará em conjunto de técnicas de sandboxing e separação de privilégios e processos para habilitar leitura/escrita de arquivos em série, dependendo das necessidades de processamento do sistema. A nova técnica reduz inconsistências na operação de dispositivos de armazenamento.

Infelizmente, para quem esperava contar com o Lion fora do Mac Developer Program, há uma má notícia: a distribuição do Developer Preview é feita por meio da Mac App Store com um código individual para cada desenvolvedor, que só pode ser instalado uma vez, até o momento. O build distribuído por lá é o 11A390 e pesa 3,6GB.

ATUALIZAÇÃO (ÀS 15H35)

Aqui, mais algumas imagens para você ver o Lion em ação:

Safari em tela cheia no Mac OS X 10.7 Lion

Nova mensagem do Mail em tela cheia no Mac OS X 10.7 Lion

Painel de privacidade no Mac OS X 10.7 Lion

Mission Control no Mac OS X 10.7 Lion

E, pra fechar (pelo menos por ora), um vídeo do 9 to 5 Mac mostrando o scroll do Lion funcionando “ao contrário”.


Fonte: Macmagazine

Posted by giordano on February 23, 2011

TunesArt: o complemento ideal para o iTunes

Se não fosse pelo seu papel privilegiado na integração com o iOS e com os dispositivos do AirPlay, o iTunes não duraria mais do que alguns minutos na condição de media player default do meu micro.

Sua atual encarnação está longe de ser um exemplo da capacidade da Apple de produzir interfaces amigáveis e, falando francamente, anos de convivência com outros sistemas me tornaram mais exigente quanto às possibilidades de personalização dessa categoria de aplicativo.

Mas as coisas são como são, e por enquanto o iTunes vai ficando como o player padrão por aqui. O que não significa que preciso me restringir à interface anos 90 dele – não é preciso muito esforço para complementá-la com alguns degraus a mais de refinamento.

Existem muitas maneiras de complementar a interface do iTunes. Eu experimentei várias delas, mas acabei parando no TunesArt, um download gratuito de apenas 2MB que me dá uma visualização sempre presente na tela sem ser obstrusiva, e oferece alguns recursos essencias, como:

  • Exibir, de forma discreta, a capa do disco, o nome da música e o artista que estão tocando
  • Permitir classificar (com as estrelas do iTunes) a música enquanto ela está tocando.
  • Uma tecla de acesso rápido para a busca do iTunes
  • Integração automática com o Last.FM (registra no site as músicas que você ouve, para que ele possa propor novas músicas e artistas que você poderá apreciar)

Além disso ele suporta notificações pelo Growl, pode fazer (ou tentar…) download da imagem da capa do disco quando você não tiver, dá acesso rápido às suas playlists, se auto-configura para rodar automaticamente a cada login, e oferece um ícone com um menu bem inteligente no menu superior.

E o mais interessante: a presença dele é bem discreta, especialmente se você escolher uma posição da sua tela que tenha grande chance de passar um bom tempo sem ser encoberta por alguma janela, e que combine bem com o seu fundo de tela.

Mencionei que o download é de só 2MB e gratuito? Para saber mais detalhes, visite o site do TunesArt e avalie.

E se você prefere outra alternativa para complementar a interface do iTunes, não deixe de nos contar nos comentários!

Fonte: br-mac

Posted by giordano on February 22, 2011

Mac truques imperdíveis para o Excel 2011

O Microsoft Excel 2011 para Mac vem com muitos novos recursos, porém três áreas em particular merecem atenção especial. Veja como utilizá-las melhor:

1. Themes e Cell Styles para enfeitar as planilhas
Planilhas com uma boa aparência significam uma melhor chance de os outros prestarem mais atenção aos dados. Duas ferramentas podem fazer isso sem muito esforço.

Themes
Esse recurso permite que o usuário mude a aparência da tabela de modo geral com somente alguns cliques. Escolha um novo tema e as cores, fontes e efeitos mudam.

Ao alterar o tema da planilha, primeiramente certifique-se de que qualquer alteração foi salva (é possível reverter a versão salva facilmente, caso deseje). O próximo passo é verificar se o Ribbon está visível (em View, Ribbon), clicar no botão Home do Ribbon e então em Themes para exibir os temas disponíveis.

Para mudar a aparência da tabela, selecione um novo tema. Note que é possível salvar seu próprio tema ao utilizar a opção Save Theme, localizada na parte inferior da caixa. Isso é ideal para usuários em ambientes corporativos que precisam de configurações específicas de fontes e cores nas planilhas. Crie um tema personalizado usando fontes e cores facilite todo o resto.

excelldicas01.jpg

O Themes ajuda na hora de mudar todo o aspecto de uma planilha


Cell Styles
Esse recurso está muito relacionado com o Themes, contudo, ele trabalha na célula em vez de fazê-lo em toda a planilha. Assim como no Themes, o botão do Cell Styles pode ser encontrado na aba Home do Ribbon. Selecione uma célula ou um conjunto delas e clique em Styles para ver um painel contendo um número de estilos pré-definidos.

Supondo que o usuário tenha alguns dados que ainda não tem certeza e quer checar mais tarde, selecione o estilo Check Cell para deixar essas células com bordas duplas e com aspecto cinza e branco; use o Note para dar a aparência de um post-it. Assim como acontece no Themes, o usuário pode salvar sua própria configuração de estilo para, também, facilitar na hora de personalizar as células.

excelldicas02.jpg

Com o Cell Styles, fica fácil na hora de identificar determinados dados em uma planilha

2. Sparklines ajuda na hora de acompanhar índices
Essa ferramenta do Excel 2011 facilita na hora de examinar dados olhando para uma única célula, com uma espécie de gráfico cartesiano. Considere uma planilha traçando o desempenho de vendedores em relação a um produto por períodos mensais. Mesmo com poucos produtos e vendedores, o usuário se vê diante de uma grande quantidade de números, dificultando na hora de decidir quem obteve o melhor resultado.

A função Sparklines resolve esse problema ao colocar um gráfico de dados em uma célula, fornecendo ao usuário uma representação visual das informações. Com um simples olhar, fica fácil discernir entre os vendedores que estão indo bem e aqueles com desempenho inferior. Para criar uma Sparkline, selecione as células nas quais deseja que o gráfico apareça (normalmente próximas aos dados que serão representados graficamente) e selecione Insert, Sparklines. Escolha o intervalo de dados para serem colocados no gráfico e clique OK. A representação irá aparecer na célula que foi selecionada.

excelldicas03.jpg

Ao dispor a progressão dos dados em representações gráficas, acompanhar os índices fica mais fácil

3. Revele os valores mais importantes com a Conditional Formatting

O Conditional Formatting, que chega extremamente melhorado no Excel 2011, é outra ferramenta excelente para exibir índices e valores-chave das informações da planilha. Antigamente, esse recurso já fazia isso, entretanto, era preciso muito trabalho para extrair o melhor dessa ferramenta. A nova versão da aplicação oferece muitos modelos pré-definidos  que podem ser utilizados com poucos cliques.

Para começar, selecione os dados que deseja analisar e escolha Format, Conditional Formatting. A janela Manage Rules irá aparecer; clique no símbolo de mais na parte inferior para adicionar uma nova regra para o campo selecionado. Isso abre a janela New Formattiing Rule, que é onde o usuário configura a regra.

Use o pop-up Style para escolher o tipo de formatação que deseja aplicar. As opções 2-Color Scale e 3-Color Scale colorem as células com base em seus valores, comparando as condições especificadas. A Data Bar desenha uma pequena barra gráfica atrás de cada valor das células. A opção Icon Sets insere ícones nas células baseado nas condições fornecidas pelo usuário. Já o Classic permite escolher entre cinco formatos adicionais, como formatar somente valores  únicos ou duplicados, valores mais altos e mais baixos, acima ou abaixo dos valores médios e formatação baseada em uma fórmula.

excelldicas04.jpg

A partir de valores específicos, o Excel insere ícones para o usuário acompanhar as curvas de valores na tabela

Utilizando os dados da tabela de vendas, por exemplo, é fácil adicionar um conjunto de quatro ícones que mostram o desempenho de acordo com porcentagens; os pontos coloridos deixam óbvios e fáceis de diferenciar os dados bons dos ruins.

Font: Macworldbrasil

Posted by giordano on February 21, 2011

Facebook Messenger para iPhone oferece ligações VoIP entre usuários

Acaba de ser lançado na App Store o Facebook Messenger, primeiro aplicativo da Crisp App. E ele já chega unindo duas coisas muito quentes: o chat do Facebook com ligações de voz sobre IP (demorou, Zuckerberg…).

Facebook Messenger no iPhone

O aplicativo sai por US$3, mas depois disso toda a comunicação entre você e seus contatos é gratuita e ilimitada. No futuro a Crisp pretende ampliar a sua oferta com chamadas pagas para telefones convencionais, mas não é o caso, ainda.

Facebook Messenger no iPhone

O app puxa automaticamente a sua lista de amigos do Facebook e indica quais já utilizam o Messenger e podem realizar chamadas VoIP. Se a pessoa estiver no computador, pode inclusive acessar um site e utilizar um app VoIP baseado em Flash.

O Facebook Messenger também funciona como um ótimo cliente para a rede social, suportando o envio de fotos, navegação por histórico de mensagens, visualização de murais, uso de emoticons, respostas instantâneas via notificações push, entre outros. Ele possui até um browser embutido.

Fonte: MacMagazine

Posted by giordano on February 14, 2011

Saiba como incluir suas apresentações do Keynote em video conferência no iChat

1. Execute o iChat, localize a pessoa que você gostaria de conversar na lista de amigos e clique no ícone Video, próximo ao nome do contato.

2. Depois de o contato aceitar a chamada de vídeo, vá em Arquivo, Compartilhar um arquivo com iChat Theater

3. Na janela iChat Theater, navegue até a apresentação do Keynote e clique no botão Compartilhar. Agora a janela do iChat mostrará o primeiro slide da apresentação,  enquanto que, no canto esquerdo inferior, mostra a imagem da câmera do contato.

4. Outra janela deve aparecer no Mac – chamada Apresentação: nomedaapresentação. Essa janela pertence ao Keynote, e nela estão os controles para a apresentação – Anterior, Próximo, Tela Cheia e Fechar. Utilize esses controles como em qualquer outra apresentação de slides. Também é possível utilizar a barra de espaço e as setas direcionais para navegação.

Ao terminar, basta clicar no botão Close e a janela do iChat irá retornar ao seu modo normal.

Posted by giordano on February 14, 2011

iPad nas empresas: companhia incorpora 5.400 tablets a sua rede

Em 2010, a empresa KLA-Tencor, fabricante de semicondutores sediada no Vale do Silício, nos EUA, decidiu que era chegada a hora de incorporar o iPad nas comunicações e muniu todos os seus 5.400 funcionários com o dispositivo móvel da Apple.

A responsabilidade sobre a implementação da plataforma dos tablets na corporação ficou a cargo do CIO da KLA-Tencor Ashwin Ballal, que confessou, em entrevista à CIO dos EUA, que aquilo seria o começo de uma longa sequência de noites sem sono.

Entre as tarefas do executivo estavam a integração de emails corporativos, do calendário, das bases de contatos e de aplicativos web no gadget. Aos colaboradores dos departamentos comercial e técnico deveria, ainda, ser possível consultar dados sigilosos usando o iPad.

Em questão de poucos dias, uma avalanche de 10 mil telefonemas chegava ao help desk da KLA-Tencor. Os questionamentos eram predominantemente voltados à integração dos iPads na rede da empresa e sobre a data de entrega dos dispositivos. “Estávamos preparados para muitas coisas, menos para isso”, diz o CIO Ballal.

A onda de problemas experimentada com a introdução de um dispositivo novo à rede corporativa, não é exclusividade de Ballal. Atualmente, 80% das empresas conhecidas por Fortune 100 (uma seleção de companhias Top em seus segmentos) planeja ou já efetuou esse casamento com o tablet da Apple. Ballal tinha à frente uma carga de trabalho impressionante, pois o processo de implementação do iPad na corporação não poderia levar meses.

Os obstáculos
Um fator que complicou a operação é o fato de 50% dos colaboradores da KLA-Tencor não viverem nos EUA. “Apenas o envio dos dispositivos para diversas partes do mundo foi bastante difícil”, diz o CIO. Logo no Roll Out (início de uma operação) o iPad ainda não estava disponível em todos os países.

Para minimizar a influência dos iPads na rotina do Help Desk da KLA-Tencor, Ballal decidiu ir à caça de uma empresa que oferecesse uma solução para o registro dos novos participantes na rede. O processo de registro deveria ser feito pelos próprios colaboradores e sem precisar de tutorial ou algo semelhante.

A escolha de Ballal recaiu sobre a empresa Mobileron e sua, segundo o CIO, relevante preocupação com a usabilidade do sistema. Todo o processo de registro aconteceria via portal. Em três semanas, o sistema da Mobilrun estava instalado nos iPads e mais de 60% dos dispositivos estavam devidamente registrados na rede corporativa da KLA-Tencor. Como os iPads eram presentes pelos excelentes resultados do períodos fiscais anteriores, os restentes 40% optaram pelo uso do gadget em suas casas ou presentear outras pessoas com o tablet.

A experiência dos anos anteriores foi decisiva para o sucesso de Ballal e da corporação. Há anos, a empresa já havia integrado os iPhones em sua estrutura, assim, a tarefa da TI era predominantemente voltada a testar o funcionamento dos aplicativos de web da KLA-Tencor nos iPads.

Virtualização
Os colaboradores de marketing e comerciais da empresa solicitaram ao CIO a possibilidade de executar mais tarefas em seus iPads. Para dar conta dessa demanda, Ballal optou por uma plataforma virtualizada que oferecesse a segurança necessária para viabilizar o acesso aos dados confidenciais e estratégicos da companhia. Dessa forma, as informações poderiam ser acessadas a partir dos tablets, sem deixar a segurança dos servidores da empresa. “A virtualização não era a única alternativa, mas quando o assunto é integrar iPads para o acesso às informações preciosas, é, sem dúvida, uma grande escolha”, diz o CIO.

Fonte: Wacworldbrasil

Posted by giordano on February 9, 2011

Google lança app oficial do Translate para iPhones/iPods touch

O Google disponibilizou agora há pouco, na App Store, o seu aplicativo oficial Translate para iPhones/iPods touch.

Google Translate - iPhone

Como já dá pra imaginar, o app é uma interface móvel para o serviço de tradução de idiomas da web, suportando hoje em dia um total de 57 idiomas. Além de traduzir palavras e frases, ele também é capaz de lê-las (23 idiomas, incluindo o português) e/ou transcrevê-las através da sua voz (15 idiomas, idem).

Google Translate - iPhone

Dois outros recursos bacanas são o de favoritar palavras mais importantes e um modo de visualização da tradução em tela cheia, caso você esteja num país e só queira mostrar o seu iGadget para o interlocutor lhe compreender.

A tradução está disponível entre os seguintes idiomas:

africâner, albanês, armênio, azerbaijão, árabe, basco, bielorusso, búlgaro, catalão, chinês (simplificado), chinês (tradicional), croata, tcheco, dinamarquês, holandês, inglês, estoniano, filipino, finlandês, francês, galício, geogiano, alemão, grego, criolo haitiano, hebreu, hindi, húngaro, islandês, indonésio, italiano, irlandês, japonês, coreano, letão, lituano, macedônio, malaio, maltês, norueguês, persa, polonês, português, romeno, russo, sérvio, eslovaco, esloveno, espanhol, suaíli, sueco, tailandês, turco, ucraniano, urdu, vietnamita, galês, iídiche

O Google Translate requer o iOS 3.0 ou superior e não custa nada na App Store [1,9MB]. Ele precisa de uma conexão com a internet para funcionar, seja Wi-Fi ou 3G.



Fonte: MacMagazine

Posted by giordano on February 8, 2011

Saiba o que é preciso para o iPad substituir o notebook

Cansado de carregar para todo lugar o notebook, principalmente em viagens de negócios? Imagine deixar a máquina em casa e efetuar todas as tarefas corporativas em um fino iPad. Sim, isso é possível. Mas é preciso planejamento, adquirir alguns componentes, utilizar serviços de cloud computing e aplicativos especiais.

Com os aplicativos móveis mais sofisticados e os serviços em nuvem deixando o armazenamento e acesso aos dados mais simples, necessitando somente do acesso à Internet, o iPad passa a ser um forte concorrente do laptop. De fato, o enorme crescimento do tablet nas empresas faz algumas pessoas imaginarem se o dispositivo da Apple pode ou não substituir os laptops no futuro.

Vale destacar que determinadas pessoas ainda precisam de softwares pesados rodando em laptops poderosíssimos, livres dos limites da computação em nuvem. Sendo assim, caso seja um usuário que trabalha com esses programas que processam grandes quantidades de informações ou exigem trocas imensas de dados em cache, este artigo não será de grande ajuda.

Porém, para o resto dos mortais, é possível trabalhar com o iPad, pelo menos por um bom tempo. Há maneiras de contornar as limitações do tablet e “trabalhar com o conceito de que qualquer coisa que queira fazer, consegue efetuá-la no iPad”, como disse Andy Ihnatko, colunista de tecnologia do Chicago Sun-Times e escritor. Muitas das dicas aqui presentes foram conselhos dados por ele durante a Macworld 2011, evento realizado nos Estados Unidos no final de janeiro.

1. Escolha o Hardware correto
Para iniciantes, é preciso um bom case para que o iPad suporte diversas condições de trabalho. A capa deve ser fina e leve para manter o perfil mais delicado do tablet, caso contrário, leve o notebook, certo?

É muito importante que o case forneça algum tipo de apoio ao iPad para que ele tenha diversos ângulos. Muitas capas possuem somente um único ângulo, o que pode se tornar um problema quando a iluminação da sala ofusca a tela do aparelho e não é possível ajustar para outra posição. Isso também não funciona muito bem, por exemplo, em um avião, quando a pessoa sentada à frente deita a cadeira para trás. Um produto recomendado é o foldIO da Scosche (50 dólares), que possui muitas posições disponíveis, incluindo uma que melhora a digitação no teclado virtual.

Isso nos leva a outro item de hardware: um teclado físico, visto que muitas pessoas digitam mais rápido nesse tipo de acessório  do que na versão virtual. Caso precise editar ou criar conteúdo na estrada – mais do que um e-mail ou uma anotação – um teclado físico é uma boa pedida.

Alguns cases possuem teclados integrados, mas geralmente são menores, para caber na largura do case. Não se sinta constrangido em adquirir um teclado Wireless da Apple (230 reais), que é do mesmo tamanho que o teclado do MacBook. O teclado sem fio da Apple, que funciona com duas pilhas AA, não é conectado ao iPad ou ao case, e pode ser ajustado de acordo com a distância e ângulo do tablet.

tecladowirelessapple.jpg

Contudo, o teclado wireless da Apple possui três pontos negativos. Primeiro, não é possível digitar com o teclado no colo, porque o usuário também estará segurando o iPad; nessa situação, é necessário utilizar o teclado virtual. Em seguida, o outro problema é que o teclado não vem com um case protetor para transporte.

Por fim, o botão para ligar o periférico com frequência é apertado acidentalmente quando é transportado em uma mochila ou pasta, e, com isso, envia um sinal para o iPad ligar. Não é nada interessante chegar ao destino e descobrir que o iPad está totalmente sem bateria. Para resolver esse problema, uma dica é desligar o Bluetooth do tablet durante o trajeto.

Outras opções de hardware dependem das necessidades de cada usuários: Apple Camera Connection Kit (109 reais)  para transferir imagens e gravações de voz e um Adaptador VGA para iPad (109 reais) para apresentações de vídeo.

Outra opção é o iPad Keyboard Dock. Ele é confortável, mas pesado (mais de 600 gramas). Reúne o teclado tradicional, com uma base de sincronização. Custa US$ 70.

2. Mova seus dados para o iPad e vice-versa
Uma das maiores reclamações sobre o iPad é o desafio de transferir informações de um PC para o dispositivo e vice-versa. O tablet não é um sistema de arquivos aberto; não é possível simplesmente copiar arquivos para ele, como é feito com um pendrive, por exemplo.

A maioria das pessoa acaba enviando os arquivos para si mesmas via e-mail, e abrindo os documentos com um aplicativo. Isso significa que é preciso saber quais arquivos estarão funcionando antes de colocar o pé na estrada, assim como se o iPad conseguirá abrir esses arquivos e trabalhar com eles. A transferência de documentos do PC pode ser feita também utilizando o iTunes. 

O problema é que a falta de planejamento pode resultar na falta de alguns arquivos importantes, esquecidos no computador de casa. A melhor maneira de transferir as informações para dentro e fora do iPad é com serviços de armazenamento em nuvem, e um dos mais populares é o Dropbox. “O armazenamento em nuvem absolutamente transforma o iPad, encurtando as distâncias entre o desktop e o tablet”, afirma Ihnatko. 

O Dropbox é basicamente uma pasta de arquivos gratuita na Internet, que aparece como um aplicativo no iPad e no computador. É possível acessar os arquivos de qualquer dispositivo que esteja com o Dropbox ativado; os documentos são sincronizados imediatamente para a mesma conta do serviço, além da possibilidade de permitir que outros usuários do serviço tenham acesso aos documentos.

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Para usuários que dependem de programas mais pesados, o iPad não é uma opção 


3. Conheça as limitações dos aplicativos corporativos
Enviar os arquivos para sua conta no Dropbox não é de utilidade nenhuma a não ser que haja um aplicativo no iPad capaz de abri-lo. O app deve também permitir que o usuário edite esses documentos. Uma opção é oQuickOffice Connect (15 dólares), que possibilita abrir e trabalhar com arquivos do Microsoft Word, planilhas do Excel e slides do PowerPoint. Esse aplicativo é integrado com vários serviços de armazenamento em nuvem, inclusive Dropbox. 

Infelizmente, os apps para iPad são muito simplificados; a falta da riqueza dos softwares para desktop pode trazer problemas na estrada. O QuickOffice, por exemplo, não suporta o recurso de controle de alterações. Ao trabalhar nos arquivos de fato, alguns usuários podem ficar frustrados com a ausência de sobreposição de janelas no iPad. Ao trabalhar com slides ou um documento, algumas pessoas fazem pesquisas na Internet ao mesmo tempo, alternando entre o arquivo e o navegador. O tablet, contudo, exibe somente uma janela por vez. 

Conclusão: o iPad funciona no trabalho?
Talvez o maior desafio enfrentado por aqueles que utilizam o iPad no trabalho é na hora de imprimir os documentos.  A Apple recentemente adicionou o AirPrint, que permite imprimir via wireless desde fotos até e-mails, tudo a partir do iPad – contudo, está disponível somente para um modelo de impressora da HP. Grande parte das empresas não possui necessariamente esse equipamento ainda, logo, caso precise imprimir uma grande quantidade de material, leve o laptop. 

É importante entender as limitações do iPad e o planejamento necessário para usá-lo em viagens de trabalho antes de propriamente aposentar o notebook. Usuários que dependem muito do computador, de programas e aplicações complexas ou imprimem documentos com muita frequência não se aplicam a esse grupo.

Por outro lado, o hardware da Apple e os serviços de armazenagem em nuvem fazem do iPad uma alternativa sólida para o notebook de muitas pessoas. Principalmente em viagem. Ele está sempre pronto para o uso. Basta retirá-lo da pasta e começar a trabalhar em um instante, graças a sua característica de estar sempre ligado. E, mais importante, evita “sessões de massagem”, pois não é preciso carregar um equipamento pesado nas costas o dia inteiro.

Fonte: MacWorldBrasil